Quarentena: confeiteiras criam maneira criativa de alavancar suas vendas

Devido ao isolamento social, duas confeiteiras cearenses tiveram que usar a criatividade para conseguir alavancar seu negócio.

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gêmeas que ganharam que seja doce
Gêmeas cearenses que ganharam o programa Que Seja Doce, do GNT (Fonte: Divulgação)

Mariana Vasconcelos e Ana Mari, 34 anos, irmãs gêmeas, confeiteiras e cearenses conseguiram criar um novo modelo de negócio devido ao isolamento social decorrente da pandemia do COVID-19.

Ambas possuem um currículo bem doce: Mariana começou a vender docinho, em 2013, enquanto cursava Economia Doméstica na UFC (Universidade Federal do Ceará). Quando se formou, montou o primeiro negócio, uma doceria própria em que, alguns anos depois, sua irmã Ana Mari entrou na sociedade para completar o time.

Um dos pontos altos da carreira foi em 2019, quando ambas participaram do programa Que Seja Doce, do canal GNT. Elas ganharam a 6ª temporada apresentando uma receita de pizza de brownie. Além disso, já estiveram, com a receita do bolo ostentação, no top 20 do site do programa Mais Você, da Globo.

Agora, em 2020, em pleno caos causado pelo coronavírus, as irmãs criaram uma forma diferente para continuar vendendo, pois perceberam que suas vendas tinham caído a um ponto de passar dois finais de semana sem produção. Foi aí que surgiu o “kit quarentena”.

kit quarentena
Kit Quarentena: 5 docinhos, 5 cupcakes e um bolinho para cinco pessoas. (Fonte: instagram da empresa, @doceriapormm)

 “No começo as vendas para bolo de aniversário caíram, as pessoas não estavam encomendando. A gente passou dois finais de semana sem fazer bolo. Então a gente criou o ‘kit quarentena’, que é um bolinho para cinco pessoas, cinco docinhos e cinco minicupcakes, para as pessoas comemorarem dentro de casa”, comenta Mariana Vasconcelos.

Com a redução da demanda para bolos para grandes eventos, após o decreto estabelecido pelo Governo do Estado do Ceará, elas passaram a produzir itens em menores proporções, visando atender apenas comemorações pequenas em casa.

Além do “kit quarentena”, inspirados em uma confeiteira de São Paulo, criaram o ‘É só um bolinho”, que consiste em um bolo individual, recheado e confeitado dentro de uma marmita que acompanha uma vela, que é para pessoa presentear quem estiver aniversariando, para simplesmente não deixar passar em branco esse dia especial.

Para não passar em branco
“É só um bolinho” (Fonte: instagram da empresa, @doceriapormm)

Mariana disse que as novas ações alavancaram as vendas durante a quarentena. As entregas, que caíram para cerca de 10 a 15 por dia com o início do isolamento, voltaram a crescer e subiram para até 35 apenas no período da tarde.

Após a quarentena, as irmãs desejam expandir os negócios e serem reconhecidas no mercado, tornando-se referência quando o assunto for doces

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