Plataforma criada pelo IFCE ganha destaque em todo o território Nacional

Alunos e professores criaram uma plataforma para ajudar pequenos e médios comércios e prestadores de serviços essenciais a mostrarem seus produtos para os consumidores

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vendas online
(Fonte: divulgação)

A redução das atividades econômicas, por causa da quarentena frente à pandemia do COVID-19, vem gerando medidas urgentes para reduzir os danos acarretados aos empreendimentos.

O Instituto Federal do Ceará (IFCE), para contribuir com a diminuição dos impactos negativo acarretado pelo isolamento social, por meio do Laboratório de Redes de Computadores e Sistema (LAR), no campus de Aracati, e de Laboratório de Inovação Tecnológica (LIT), no campus em Fortaleza, desenvolveu uma plataforma on-line para disponibilizar à população informações sobre os pequenos e médios empreendimentos comerciais e prestadores de serviços essenciais no Estado.

Tendo em vista a urgência da demanda, o sistema foi desenvolvido em curtíssimo prazo. A equipe, formada por bolsistas professores e alunos voluntários, demorou apenas 3 dias para concluir a primeira versão da plataforma.

A plataforma, chamada de Fique no Lar, é gratuita e tem o intuito de dar visibilidade e conectar os consumidores com os pequenos e médios comércios de cada região.

Plataforma fique no lar
Plataforma, Fique no Lar, criada pelo IFCE (Fonte: divulgação)

O Fique no Lar cadastra e reúne informações, tais como tipos de produtos e serviços ofertados, horário de funcionamento, forma de pagamento, forma de entrega, para que, assim, o consumidor possa consultar de forma rápida e organizada o que cada estabelecimento oferece.

Comparando com outros serviços similares de vendas on-line, a plataforma se destaca por ser menos burocrática na hora do empreendedor se cadastrar. A negociação é feita entre o cliente e o comerciante, sem intermediações ou interferências da ferramenta.

O Fique no Lar, que inicialmente era disponível para os empreendedores apenas do Ceará, hoje, está disponível para todos os estados brasileiros.

A Bahia, com o intuito de cadastrar os estabelecimentos que estão realizando delivery na sua capital e em cidades do interior, foi o primeiro estado a aderir a ferramenta e já conta com 236 comércios cadastrados, entre farmácias, papelaria e supermercados.O governo da Bahia está utilizando a ferramenta para dar maior suporte para os comércios locais e ajudando a desenvolver de forma mais eficaz o Fique no Lar, destaca a coordenadora do projeto e professora do Campus Aracati do IFCE, Carina Oliveira:

Temos mais de 5.700 acessos desde que a plataforma foi lançada. O Governo da Bahia está utilizando o ‘Fique no Lar’ como uma ferramenta oficial de apoio aos comerciantes e nos passando informações para aprimorarmos o sistema

Adélia Pinheiro, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, elogiou o portal criado no Ceará: “É uma plataforma simples e amigável, que ajudará toda população neste período de acesso reduzido a produtos e serviços. O foco é voltado para os pequenos negócios, para que esses tenham maior visibilidade e, assim, consigam entregar seus produtos e ou serviços”

o vice governador do Estado da Bahia, João Leão, que também é presidente do Fórum Fórum Regional Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte e secretário de Desenvolvimento Econômico pede que todos fiquem em casa e consuma, através de delivery, dos pequeno e médio empreendimentos.

Todas as ações têm como objetivo mitigar os prejuízos causados aos microempresários e empreendedores neste momento delicado que estamos vivendo. Então faço dois pedidos: se puder fique em casa e se também for possível peça em casa, mantenha o isolamento social e apoie pequenos comerciantes e trabalhadores.

mapa da plataforma
Mapa que mostra a expansão da ferramenta Fique no Lar (Fonte: divulgação)

A plataforma já conta, até as 14h do desta quarta-feira (15/04/2020), 506 negócios cadastrados, sendo 261 no Ceará, 236 na Bahia, 4 no Rio Grande do Norte, 2 em São Paulo, um no Rio Grande do Sul, um no Pará e um em Pernambuco.

O instituto desenvolveu, ainda, um aplicativo para celular, que ficará disponível para Android e iOS. A equipe aguarda, apenas, que o Google e a Apple disponibilizem o Fique no Lar nas lojas de aplicativos.

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