Pandemia: segundo a OMS, bebidas alcoólicas devem ser restringidas

A OMS afirma que o consuma de bebidas alcoólicas pode diminuir a imunidade e aumentar a violência doméstica

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imunidade
Fonte: divulgação

A OMS (Organização Mundial da Saúde) aconselha aos Governos restringirem a venda de bebidas alcoólicas durante a quarentena.

Eles alegam que o álcool reduz a imunidade, e que o consumo excessivo pode prejudicar a saúde mental e física, além de aumentar os riscos de violência doméstica durante o confinamento.

“Por isso, as pessoas devem minimizar o consumo de álcool particularmente durante a pandemia.”

A secção da OMS europeia também afirmou nesta quarta feira, 15 de abril, que as bebidas não protegem contra o novo coronavírus, contradizendo com que o presidente de Belarus, Alexandre Lukashenko, disse a uma entrevista ao jornal britânico The Times, no qual recomendou a vodca contra o combate ao COVID-19.

Em um comunicado oficial a organização declarou que:

 “Medo e desinformação geraram um mito perigoso de que bebidas com alto teor alcoólico podem matar o coronavírus. Não matam.”

Outro efeito das bebidas é o estímulo a comportamentos de risco ou a rediz as preocupações necessárias contra a transmissão do vírus.

“Pessoas com tendência ao consumo abusivo estão especialmente vulneráveis, principalmente em autoisolamento”, diz o comunicado.

A OMS também afirma que as bebidas alcoólicas são responsáveis por 3 milhões de mortes por ano em todo o mundo, sendo um terço na Europa.

A organização pede que as publicidades sejam aumentadas, reforçando a idade mínima do consumo e fortalecendo as campanhas de informação sobre os riscos do consumo.

IMPORTANTE!

Sabemos que o foco do nosso portal é gastronomia, porém devido a relevância do assunto, separamos 5 dicas para você ajudar uma pessoa que sofre de violência doméstica.

violência domestica
Violência domestica: Você não está só! (Fonte: divulgação)

1. Ofereça ajuda e mantenha contato: vale interfonar, mandar uma mensagem por algum aplicativo, um bilhete, mas se lembre de sempre ser sutil, pois muitas mulheres podem se sentir envergonhadas ou não ter privacidade para ler um recado ou falar da situação sem que o agressor saiba;

2. Não julgue: apoiar a mulher sem julgar é fundamental, pois a maioria se sente culpada por estar sendo violentada. É importante que ela saiba que não tem culpa e que não está sozinha. Além disso, ela precisa entender que a violência doméstica é grave e pode se tornar cada vez pior se não for feito nada para interromper;

3. Combine um sinal: se você já está em contato com uma mulher que pode estar sofrendo agressão, combine algo que ela possa demonstrar que está em risco, pode ser uma palavra, um lençol pendurado na varanda, vale tudo! Assim, você pode chamar a ajuda da polícia;

4. Não seja omisso: caso escute ou presencie alguma agressão ou situação de violência, não silencie, interfone, bata na porta, grite, e, principalmente, ligue para 190. A violência doméstica não é um problema privado ou familiar, é uma questão do Estado, onde todos devem interferir;

5. Oriente sobre os serviços disponíveis: fala sobre a medida protetiva, elas continuam sendo concedidas mesmo com a quarentena, fale que ela pode ser encaminhada para uma casa de abrigo e passagem, cujos endereços são sigilosos para proteção das vítimas. Os serviços especializados podem ser acionados digitalmente, pode-se registrar a queixa através do aplicativo do Ligue 180 que é gratuito e disponível para Android e IoS. Existem outros aplicativos e plataformas que podem ser utilizados, como o PenhaS, no qual, conecta de forma sigilosa, a mulher a uma rede de apoio. Esse aplicativo possui botão de pânico que permite que ela cadastre cinco contatos de confiança que podem ser acionados em casos de emergência. O Mapa de Acolhimento, outro aplicativo, conecta a mulher a uma rede de psicólogas e advogadas voluntárias através do site e mostra os serviços de atendimento mais próximos da vítima. Lembrando que a delegacia da mulher continuam funcionando normalmente, apesar do isolamento social.

Como está seu consumo de bebidas alcoólicas nessa quarentena?

Você conhece alguém que esteja sofrendo violência domestica? Converse conosco!

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